Delegacias do DF poderão fornecer dados criminais para os moradores.
Correio Braziliense
   A famÃlia Del´Isola conviveu por dois anos e dois meses ao lado de um homem com passado de violência contra mulheres. Ainda na Bahia, Bernardino do EspÃrito Santo filho, 30 anos, foi acusado de estuprar uma moça. Tentou abusar sexualmente de outras duas. Histórias parecidas se repetiram dez anos depois em uma confortável casa no Lago Sul. A diferença é que, desta vez, a vÃtima atacada está morta. Os pais de Maria Cláudia nunca suspeitaram do passado criminoso do caseiro contratado, a partir de referências de parentes, em outubro de 2002.
    Na época do acerto com o futuro funcionário não existia um sistema integrado com informações da Justiça e da polÃcia. Nem se os Del´Isolas quisessem poderia conhecer os crimes cometidos na Bahia pelo principal suspeito da barbárie contra Maria Cláudia. Com o sistema vigente até então, o máximo de informações que os Del´Isolas obteriam seria sobre as pendências de Bernardino com a Justiça do Distrito Federal..
    Há dois dias, o Ministério da Justiça inaugurou o Programa de Integração Nacional de Informações de Justiça e Segurança Pública (INFOSEG). Ele permite o cruzamento de informações criminais entre todas as 27 unidades da federação. Ou seja, uma pessoa investigada no DF com passado de crimes no Acre seria descoberta com maior facilidade na capital federal.
      Restrição - O sistema adotado pelo governo será abastecido on line, independentemente das secretarias de segurança dos estados. Assim, informações de uma prisão em flagrante seriam passadas para o programa de computador da polÃcia e automaticamente enviadas para o INFOSEG.
    O acesso, porém, é restrito às autoridades. "O programa não é rede para fornecer antecedentes criminais. É de uso exclusivo das organizações de Segurança Pública, fiscalização e Justiça", afirmou o secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, por meio da assessoria de imprensa do Ministério da Justiça.
     Apesar do sigilo, o diretor de Comunicação Social da PolÃcia Civil do DF, delegado Miguel Lucena, explica que o INFOSEG poderá servir à população brasiliense. Segundo ele, as pessoas poderão, por exemplo, pedir nas delegacias levantamento sobre a vida pregressa de futuros empregados, a partir do INFOSEG.
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 FONTE: Correio Braziliense- 19/12/2004.
